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Suso Garcia, da CNT: "Um sindicalismo sem subsídios, sem eleiçons e sem liberados é possível"
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Tirado do recén aberto diarioliberdade.org:
DL - Encetamos com a CNT umha série de entrevistas que nos permitam conhecer o trabalho das centrais operárias galegas que mantenhem posiçons nom pactistas, ou com os sectores que, nalguns casos, fam oposiçom às direcçons burocráticas dos grandes sindicatos.
A Confederaçom Nacional do Trabalho, que comemora neste ano o primeiro centenário de existência, já foi a maior central operária peninsular, vivendo na actualidade um certo crescimento após décadas de crise. Achamos esses uns bons motivos para começarmos com a organizaçom decana em activo do anarco-sindicalismo na Galiza.
Para tal, entrevistamos um representante da recém constituída CNT de Betanços. Suso Garcia tem 46 anos e trabalha como administrativo no sector da indústria têxtil. É filiado da CNT desde 1983 e actualmente realiza trabalhos de Organizaçom e tesouraria no sindicato de Betanços. Como militante libertário, colabora nas associaçons pola Recuperaçom da Memória Histórica, tendo participado em diferentes conferências sobre a História do anarco-sindicalismo galego.
Diário Liberdade: Que diferencia a acçom sindical da CNT da dos restantes sindicatos actuantes na Galiza?
Suso Garcia: Na Galiza, do ponto de vista dos resultados electorais, existem três sindicatos (CCOO, UGT e CIG) representativos pois representam mais de 90% dos votantes. O resto tenhem percentagens mínimos. A filiaçom real do conjunto dos sindicatos supera em pouco os 100.000 aderentes.
A diferença da CNT com os outros sindicatos é basicamente que a CNT pensa que o sistema de eleiçons sindicais e de Comités de empresa é um sistema imposto e herdeiro do Sindicalismo Vertical e um atentado contra a Liberdade Sindical, pois deixa fora ao Sindicalismo baseado nas Secçons sindicais e, portanto, do sindicalismo baseado na tomada de decisons polos trabalhadores sem intermediários semi-profesionais.
Estas diferenças som para nós fundamentais porque pensamos que o sistema actual supom a morte do Movimento Obreiro. E como exemplo pomos os contínuos retrocessos produzidos nos últimos 30 anos. Os trabalhadores perdemos direitos ano após ano, enquanto as estruturas sindicais se fortalecem.
DL. E em relaçom à CGT, que também se reclama do anarco-sindicalismo, quais som as vossas diferenças?
As diferenças seriam as mesmas, já que o passado comum rompe quando umha parte dos sindicatos decidem adoptar a estratégia que até o momento criticavam e optar polo sindicalismo participante nas eleiçons e, portanto, do Sistema Sindical actual.
Independentemente do que se reclame cada um, o importante som as práticas, por isso nom podemos ter um tratamento diferente. Tanta cessom por tam pobres resultados (depois de 25 anos andam em torno dos 2,5% dos delegados) nom parecem tampouco um caminho a seguir. Ainda que a CNT já tenha bastante com o seu dia a dia, sempre confunde a existência de duas organizaçons que se dim anarco-sindicalistas e a nível pessoal sempre estarei esperançoso e desejoso de que algum dia voltem às origens, mas parece improvável.
DL. Nom dificulta o trabalho junto da classe trabalhadora recursar-se a participar em organismos representativos como os Comités de Empresa? Qual é aí a vossa alternativa?
Com certeza, é umha desvantagem tremenda. Mas nom vamos renunciar porque entom a CNT nom teria razom de ser. Os comités de empresa som o grande engano com que o patronato tem assegurada a paz social. Os movimentos de base dos grandes sindicatos tenhem na suas próprias estruturas e representantes o principal problema que lhes impede adquirir consciência das suas possibilidades.
A alternativa que nós propomos é romper com o sistema participativo e recuperar o sindicalismo feito a partir de baixo. Aí entraríamos em igualdade de condiçons com o resto dos sindicatos e cada teria que demonstrar a sua filiaçom real. Entretanto, 90% dos trabalhadores continuarám de costas aos sindicatos que cada dia mais som considerados como simples gestoras burocratizadas e cheias de profissionais do sindicalismo liberado.
DL. Agora que se cumpre um século da fundaçom da CNT, e olhando para a história, a vossa foi a principal organizaçom sindical do Estado nas décadas de 20 e 30. Porque nom foi possível recuperar, durante ou depois da ditadura, aquela dimensom de massas?
Efectivamente, a CNT foi a principal e melhor articulada Organizaçom Operária tanto no Estado como na Galiza. Isto foi assim porque nos antecedentes da CNT já ficou a marca dos anarco-sindicalistas que levavam muitos anos de trabalho e propaganda (teríamos que remontar até a Fundaçom de I Internacional).
Despois do Golpe militar de 36, a CNT tinha meia Organizaçom no exílio e a que ficou no interior sofreu umha repressom nos anos 40 que a deixou quase extinta. Foi o PCE que, com os apoios exteriores, melhor se organizou.
Após a morte de Franco, o Estado fijo a primeira guerra suja contra a CNT, antecedente do que figérom os GAL contra os bascos. A CNT nom estava bem preparada pola juventude e inexperiência de muitos do seus militantes e véu a hecatombe. Num ano, passou-se de umhas centenas a 300.000 filiados (ano 77) e, um ano depois, a só 50.000. No V Congresso a CNT divide-se e umha grande parte vai-se para casa decepcionada. Durante os anos 80, a CNT vive submersa em liortas internas que a deixam afastada da realidade, excepto exemplos heróicos como a greve da oliveira na Andaluzia ou nos Esteleiros de Puerto Real. Mas, tanto a CNT como a sua cisom, nom dérom levantado cabeça.
Agora parece que há um ressurgir, mais lento, mas muito mais estável e duradoiro. Nos últimos anos, estám a ser criados novos sindicatos (Betanços é um exemplo) e decerto que o centenário vai ser um ponto de relançamento. Eu espero que no X Congresso, a fins deste ano, podamos constatar já umha recuperaçom quanto a presença confederal. Acho que na Galiza foi evidente, ainda que continuemos a ser um sindicato marginal, há já secçons sindicais que estám a dar um exemplo aos trabalhadores de que um sindicalismo sem subsídios, sem eleiçons e sem liberados é possível e necessário para recuperar o sindicalismo revolucionário.
DL. Embora nom sejades um partido e mesmo sejades contrários a essa forma de organizaçom política, há quem diga que a CNT sempre foi muito mais que um sindicato.
Basicamente, di-se porque a CNT nom entende o sindicalismo como algo exclusivo das luitas concretas no quadro das empresas ou ramos. A habitaçom, a sanidade, o ensino, a cultura podem ter umha resposta a partir de pressupostos anarco-sindicalistas ou de classe. A CNT sempre fijo parte importante do Movimento Libertário e sempre articulou no seu seio escolas, ateneus, cooperativas e todo aquilo que queria configurar o modelo de Sociedade Comunista Libertária que preconiza. A luita da CNT é basicamente económica e nom política, mas a luita de classes dá-se em muitas frentes.
DL - Sendo umha organizaçom de carácter anarquista, porque a vossa organizaçom territorial responde às fronteiras de um Estado que se impom sobre várias naçons oprimidas, e nom à territorialidade de cada um desses povos ou, inclusive, do conjunto da Península Ibérica?
A CNT tem umha organizaçom que se corresponde com o Estado actual porque a CNT tem que dar umha desposta às leis que o Capital e o Estado nos imponhem. Se queremos dar cabo do Estado, dos estados, temos que ser flexíveis neste senso. Nom somos nacionalistas, polo qual a nossa divisom nom se corresponde com as autonomias do Estado. Se Espanha romper em mil pedaços, nós podemos organizar-nos facilmente e adaptar-nos a essa nova realidade, porque os nossos sindicatos som autónomos e livremente federados.
Também se a realidade figesse que Espanha e Portugal, ou França, fossem um mesmo Estado com Leis laborais comuns, nos organizaríamos consoante essa nova realidade.
Nom estamos sujeitos, pois, às fronteiras nacionais, sejam naçons com Estado próprio ou sem ele. Mas, principalmente, o noso trabalho encaminha-se a fortalecer a AIT (Internacional de anarco-sindicatos).
Depois, evidentemente, cada sindicato e cada Confederaçom aderem ou separam-se livremente. Tanto os sindicatos estatais como os galegos e bascos estám sujeitos a interesses nacionais acima dos interesses de classe.
Evidentemente todo isto pode ser interpretado e discutido, e fai-se inclusive por parte dos próprios cenetistas.
DL. Há uns meses, um filiado da CNT foi represaliado por exigir o cumprimento da legislaçom quanto ao uso do galego num centro de ensino secundário e o galego é o vosso idioma habitual. Qual é concretamente a vossa posiçom no conflito lingüístico existente na Galiza?
A CNT nom tem um acordo específico para o conflito lingüístico nem para outras muitas cousas, por isso esta resposta tem que ser entendida como totalmente pessoal. Os acordos dos Congresso marcam as linhas génericas de actuaçom e sempre pensando na luita da classe operária contra o Capital.
Dentro disto e sempre respeitando as posturas de cada sindicato aderido e cada postura pessoal, a CNT apoia como nom podía ser doutro jeito, que um professor galego poda dar as aulas em galego aos seus alunos galegos. Nom seria de sentido comum que isto nom fosse assim.
Muitos dos nossos companheiros tenhem feito muito para algo que nos anos 70 nom se entendia, e que agora esta perfeitamente normalizado na vida dos nossos sindicatos, como é a utilizaçom do galego como língua do povo trabalhador.
Tal e como está a realidade lingüística actual, nom podemos negar a existência do castelhano nas nossas vidas (quer gostemos, quer nom), daí que eu pense que as atitudes pessoais som as que farám inclinar a balança para um lado ou para outro.
DL. Tem saída a actual crise económica capitalista? Como deve ser enfrentada pola classe trabalhadora?
Particularmente acho que, com crise ou sem ela, os trabalhadores temos os mesmos problemas. Mas, como estamos sem organizar, estes ainda se fam maiores, porque nom parece haver soluçom colectiva, o que fai com que cada um procure saídas individuais.
Os militantes da CNT estamos a tentar ser umha ferramenta útil para a classe trabalhadora. Continuar a fazer um sindicalismo que espalha a ideia de confiança nos partidos politicos e no sistema parlamentar nom é mais que um balom que, antes ou depois, terá que estourar. Sabemos da nossa precária situaçom, mas nos dous últimos anos temos mudado a tendência e começamos a ter certa presença que fai com que tenhamos esperança em que as bases sindicais e os trabalhadores nom organizados vejam na CNT umha alternativa útil e necessária. Aí poderemos começar a pensar numha soluçom, que passará inevitavelmente por fazer ruir todos os alicerces da Sociedade Capitalista e sonhar de novo com a nossa utopia de umha sociedade realmente dona dos seus destinos.





















Sobre el anarcosindicalismo y los anarcosindicalistas del 2010 y
Rescato aquí este texto do compañeiro Suso publicado hai uns días en alasbarricadas.org:
Sobre el anarcosindicalismo y los anarcosindicalistas del 2010 y los próximos cien.
En uno de los innumerables temas que los foros de esta casa tratan sobre el centenario de unos y de otros, y entre innumerables “piropos” que los que nos llamamos anarcosindicalistas nos soltamos, alguien una vez más decidió que tocaba hablar de estrategias para el sindicalismo revolucionario del XXI. Así que si toca hablar de estrategias pues hablamos
El modelo de representación sindical mediante elecciones sindicales.
Me gustaría que, al menos, los partidarios de ir a las elecciones sindicales, si solo es esto lo que nos separa, reconocieran públicamente que en aquellos sitios donde no las hay, y por tanto no hay Comités, la estrategia de la CNT es la más coherente y acertada. Entonces empezaríamos a contar sector por sector el número de trabajadores que se encuentran en esta situación y quizás nos llevaríamos una sorpresa.
El tema de la Unidad Sindical
A mi parecer, si la CNT hoy asumiera el presentarse a las elecciones y unirse para ello a la CGT, poco o nada iba a cambiar el panorama sindical español. A los 3.000 delegados de CGT se le sumarían unos cientos más y punto.
En cambio si los miles de trabajadores de la CGT asumieran el reto que la CNT plantea, sí que creo que el cambio sería muy, pero que muy notorio.
Y no porque fueran a reforzarse númericamente las secciones de los sectores donde hoy la CGT tiene mayor peso (Renfe, Banca, Automoción....), que aquí pocos militantes aportaríamos, sino porque el anarcosindicalismo se convertiría en un referente real, implantado y a la vez poniendo en entredicho el sistema sindical actual en manos de las burocracias de CCOO y UGT., y no como ahora que se pretende ser "alternativa sindical" al igual que I.U. lo es en la política, es decir NADA, Humo, un globo del electoralismo...
Porque, efectivamente, en el camino de estos últimos 30 años, todos nos hemos dado contra un muro. La realidad es mucho más tozuda que nuestros deseos, pero ante ésta, si cabe reflexionar y preguntarse.
¿Qué hacemos y para Qué?.
Si la CNT ha tardado en empezar a poder llevar a la práctica su estrategia sindical, es porque las condiciones de partida no eran buenas: un Sindicato muy mermado de efectivos para tamaño reto. En cambio ahora, poco a poco, se pueden ir viendo resultados.
La CGT, en cambio, a pesar de su mayor implantación, ha tenido que adaptarse al juego, porque teniendo como tiene mayoría en el Comité en algunas empresas no ha hecho nada (que yo sepa y perdón si estoy equivocado) por tirar abajo el sistema representativo, sino que al contrario, pelea por mayores cuotas de representatividad (exactamente como los demás), sean los oficiales, sean los alternativos.
Si por ejemplo en PRASUR (Utrera) una recién formada sección sindical de CNT es capaz de tirar abajo un Comité de Empresa, ¿Por qué no puede hacerlo la CGT después de 30 años de experiencia en estos menesteres? Sencillamente porque no interesa, porque han acabado asumiendo que éste y solo este sistema son el único camino posible, que no sabemos hasta donde podrá llegar, pero desde luego no parece que en los próximos 30 años vaya a suponer el fin de la Hegemonía del tándem CCOO-UGT.
Entonces, ¿Otros 30 años hay que esperar? No creo que la situación de los parados y de los precarios estén como para creer que el Sindicalismo de Comités sean la solución. Es posible que muchos de ellos no vean un Comité en su vida. Quizás ese camino para los de SEAT o los del BBVA haya sido lo mejor aunque lo dudo viendo como se las gasta la patronal.
¿Por qué no son coincidentes las luchas entonces de los que proponen un camino u el otro? Porque en esto (somos todos culpables), somos más de vernos reflejados en siglas, que en vernos reflejados en CLASE.
La CNT puede aportar mucho, pero no somos los únicos ni los mejores. Lo que venga para los próximos cien saldrá de luchas como las de TMB (chapó por la CGT) y las de Lebrija (Chapó por la CNT) y las de los sin nombre, los de los sin siglas, todos con un denominador común, la fuerza y la constancia de los implicados... Esa es la Confederación a la que debemos aspirar, y entre el panorama de lo que hoy hay, creo y por eso milito en ella, que la CNT es lo que más se aproxima, precisamente por ese "encabezonamiento" en no entrar en el juego.
Ese pastel está vendido, y no es nuestro pastel. Ahora, toca demostrar la generosidad de quien busca el encuentro. El Odio hay que dejarlo contra el CAPITAL.
Salud.