Não à pena de morte para Mumia Abu-Jam


Tirado de galiza.indymedia.org:

Mumia Abu-Jamal,jornalista premiado, autor de seis livros, está no corredor da morte nos Estados Unidos há quase três décadas. Tornou-se num símbolo mundial da luta contra a pena de morte, o racismo e as violações de direitos humanos. Foi lançada uma petição on-line. URGENTE.

Mumia Abu-Jamal, um jornalista premiado e autor de seis livros, está no corredor da morte da Pensilvânia, EUA, há quase três décadas. Tornou-se num símbolo mundial da luta contra a pena de morte, o racismo e as violações de direitos humanos.

Ontem (dia 20), o Supremo Tribunal dos EUA emitiu o veredicto após um litígio de 15 meses levantado pela defesa de Mumia. O caso foi devolvido ao Tribunal de Recurso de Filadélfia.

“Mumia continua no corredor da morte, sob uma sentença de morte. Está em maior perigo do que em qualquer outro momento, desde a sua prisão há 28 anos atrás”, afirmou Robert R. Bryan, o seu principal advogado. A defesa continua a lutar por um novo julgamento, justo e imparcial. “A acusação disse que vai continuar a exigir a morte de Mumia às mãos de um carrasco. Não vou deixá-los matar Mumia. Quero-o livre”.

Três manifestações foram imediatamente organizadas nos EUA e por todo o mundo estão a ser organizadas concentrações, manifestações, apelos, exigindo mais uma vez justiça para Mumia e o fim da pena de morte.

Há poucos dias, foi colocada on-line uma petição para o presidente Barack Obama sobre Mumia (Mumia Abu-Jamal e a abolição global da pena de morte) em 10 línguas e também em português.

Foram mais de 5 mil signatários nos primeiros dias, incluindo Danielle Mitterrand (ex-primeira-dama da França), Günter Grass (vencedor do Prémio Nobel em literatura), Fatima Bhutto (escritor, Paquistão), Noam Chomsky (filósofo e autor), Ed Asner (actor), Mike Farrell (actor) e Michael Radford (director do filme Il Postino, premiado com Óscar). A defesa de Mumia tem apelado à máxima divulgação desta petição.

Mumia foi preso durante a madrugada do dia 9 de Dezembro de 1981, no centro da Filadélfia, devido ao suposto assassinato de um polícia branco. Foi julgado em 1982 e condenado à morte no ano seguinte. O julgamento foi um trágico exemplo de tudo o que pode ser incorrecto num um caso de pena capital. O processo foi marcado por racismo, fraude, inepta representação legal, um juiz intolerante e preconceituoso, um réu pobre demais para contratar um bom advogado, pesquisadores ou peritos forenses, e a intenção de uma acusação de ganhar a qualquer custo, mais do que de desejar que seja feita justiça.

No momento da sua prisão, Mumia já era conhecido como "a voz dos sem voz" por falar em nome dos excluídos e contra a má conduta governamental e a corrupção. Foi presidente da secção de Filadélfia da Associação dos Jornalistas Negros.

Em 2008, Mumia foi eleito membro honorário duma associação de escritores proeminentes que é a mais antiga organização de direitos humanos no mundo, com secções em 144 países. Os seus livros, escritos numa pequena cela do corredor da morte, são: Advogados Jailhouse: Presos Defendendo Prisioneiros (2009); We Want Freedom: A Life in the Black Panther Party (2008); Faith of Our Fathers: Uma Análise da Vida Espiritual de Africano e Africano-Americanos (2003); All Things Censurado (2001); Death Blossoms: Reflexões de um prisioneiro de consciência (1996), Live from Death Row (1995). http://portugal.indymedia.org/conteudo/newswire/445

Mumia detém um bacharelato no Goddard College, Vermont, e é mestre em artes pela Universidade da Califórnia. Hoje, os seus textos e comentários de rádio semanais alcançam pessoas em vários países.

O caso sensacional tem suscitado controvérsia e críticas internacionais devido ao racismo da acusação e à fraude. A cidade de Paris atribuiu o título de "cidadão de honra" a Mumia e atribuiu o seu nome a uma rua. A Amnistia Internacional pretende um novo julgamento equitativo e foi um dos patrocinadores do filme de 2008, “Na prisão toda a minha vida.”

Como Robert R. Bryan salientou: o racismo “é uma constante que tem percorrido este caso desde o momento da prisão de Mumia até hoje. A polícia de Filadélfia, o Procurador da República e alguns políticos estão a fazer todos os possíveis para o executar e, assim, obter o seu silêncio”.

Assina aqui a petição
http://www.petitiononline.com/Mumialaw/petition.htm

TRADUÇÂO DA PETIÇÃO EM PORTUGUÊS:
http://portugal.indymedia.org/conteudo/newswire/444

Sabe mais sobre Mumia:

Blog do colectivo Mumia Abu-Jamal (Portugal)

http://cma-j.blogspot.com/

Programa de rádio semanal de Mumia

http://www.prisonradio.org/

Novo site com informação actualizada sobre a defesa de Mumia

http://www.MumiaLegalDefense.org

Informações mais recentes:
http://www.freemumia.com/
http://abu-jamal-news.com

VÍDEOS

Mumia Abu Jamal ; Justice Denied - Part 1

Mumia Abu Jamal 2; Justice Denied

Mumia Abu Jamal 3; Justice Denied

ADAPTADO DO EDITORIAL
http://www.pt.indymedia.org/conteudo/editorial/458
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